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Infodemia: um agravo potencialmente fatal


Nos últimos meses, após a aprovação regulatória da vacina pediátrica pela ANVISA, a população tem sido novamente exposta a outro risco tão ou mais perigoso que o SARS-CoV-2, denominado infodemia.


Segundo a OMS, a hesitação, fruto da desinformação e compartilhamento das chamadas fake news, ameaça reverter o progresso feito no combate às doenças evitáveis por meio de vacinação. Durante a pandemia da covid-19, grupos de movimentos antivacina não retrocederam e até avançaram. O estrago que fazem colabora para o que a Unesco classificasse a avalanche de desinformação sobre a pandemia do novo coronavírus como infodemia.


O termo infodemia foi incorporado ao nosso idioma pela Academia Brasileira de Letras como: “denominação dada ao volume excessivo de informações, muitas delas imprecisas ou falsas (desinformação), sobre determinado assunto (como a pandemia, por exemplo), que se multiplicam e se propagam de forma rápida e incontrolável, o que dificulta o acesso a orientações e fontes confiáveis, causando confusão, desorientação e inúmeros prejuízos à vida das pessoas.”.


O Papa Francisco alertou para a infodemia na sua mensagem para o 56.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, em 24 de janeiro último, apelando à valorização da escuta que acrescenta credibilidade e seriedade à informação.


Mais recentemente, a Unesco classificou a avalanche de notícias falsas sobre a pandemia, capazes de colocar vidas em risco, como “desinfodemia” e a ONU alertou para as informações falsas e não confiáveis que estão se espalhando por todo o mundo, que também denominou de “desinfodemia”.


Assim como a Covid-19, a desinfodemia precisa ser energicamente combatida por todos e em especial pelos médicos em defesa do exercício da boa Medicina.


Temos que apoiar os pais e cuidadores com dúvidas de tanta desinfodemia que apela pelo sensacionalismo distorcendo dados, atribuindo mortes por outras causas às vacinas, alardeando reações adversas descaracterizadas dos números reais investigados e notificados no mundo afora.


A Sociedade de Pediatria de São Paulo – SPSP, além de apoiar os pediatras com atualizações frequentes, disponibiliza informações confiáveis para todos que cuidam de crianças e adolescentes, com a finalidade de combater a desinfodemia, (o blog “Pediatra Orienta”, disponível em https://www.spsp.org.br/blog/, pode ser acessado por todos). Afinal, decisões equivocadas, não pautadas na ciência, podem causar sequelas permanentes (e até a morte) daqueles que representam o futuro da humanidade.

Redatores: Mario Roberto Hirschheimer e Melissa Palmieri, membros do Núcleo de Estudos dos Direitos da Criança e do Adolescente da SPSP.


Revisora: Renata Dejtiar Waksman, coordenadora do Núcleo de Estudos da Violência contra Crianças e do Adolescentes da SPSP.


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