IA na Infância e Adolescência
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Parte 1: Inteligência artificial na educação infantil: impactos no desenvolvimento cognitivo

A inteligência artificial na educação infantil tornou-se uma realidade presente no cotidiano de crianças e adolescentes. Ferramentas baseadas em IA generativa estão sendo utilizadas para responder perguntas, produzir textos e auxiliar em tarefas escolares, muitas vezes sem mediação adequada de adultos.
Esse cenário levanta preocupações relevantes sobre os impactos no desenvolvimento cognitivo, especialmente em fases críticas da formação cerebral.
Estudos recentes indicam que o uso excessivo de tecnologias automatizadas pode reduzir o esforço cognitivo ativo, interferindo em habilidades como memória, raciocínio e resolução de problemas. Além disso, há o risco de formação de dependência tecnológica precoce, com impacto direto no processo de aprendizagem.
Outro ponto importante envolve a qualidade da informação. Sistemas de IA podem gerar respostas incorretas ou enviesadas, exigindo capacidade crítica do usuário — habilidade que ainda está em desenvolvimento em crianças e adolescentes.
“O desafio não é impedir o uso da inteligência artificial, mas garantir que ele aconteça de forma ética, supervisionada e alinhada ao desenvolvimento cognitivo saudável.”
Por outro lado, a inteligência artificial também apresenta potencial positivo quando utilizada de forma orientada. Pode favorecer a personalização do aprendizado, estimular a curiosidade e auxiliar na organização dos estudos.
Nesse contexto, o papel de médicos, educadores e famílias torna-se central. É fundamental estabelecer limites, orientar o uso responsável e incentivar o pensamento crítico diante das respostas geradas por sistemas automatizados.
A construção de uma relação saudável com a tecnologia na infância será determinante para a formação de indivíduos mais críticos, autônomos e preparados para os desafios do futuro.
Fontes: UNESCO – Diretrizes sobre IA na educação; Organização Mundial da Saúde (OMS); Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP); Estudos recentes sobre tecnologia, cognição e aprendizado infantil




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