Doação de medula óssea na leucemia infantil: quando o transplante é indicado
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A doação de medula óssea na leucemia infantil é um tema central quando se discute tratamento em casos de maior complexidade. Embora muitos pacientes alcancem remissão com quimioterapia, há situações em que o transplante de medula óssea torna-se a alternativa terapêutica mais eficaz.
O transplante é indicado principalmente em casos de leucemias classificadas como de alto risco, falha na resposta inicial ao tratamento ou recidiva da doença. Nesses cenários, a substituição da medula comprometida por células-tronco saudáveis pode restabelecer a hematopoese normal e oferecer possibilidade real de cura.
Existem diferentes modalidades de transplante, sendo o alogênico — realizado com células de um doador compatível — o mais comum na leucemia infantil. A compatibilidade é determinada por marcadores genéticos específicos (HLA), e a probabilidade de encontrar um doador totalmente compatível fora da família é reduzida.
O Brasil conta com um dos maiores registros de doadores voluntários do mundo. Ainda assim, a diversidade genética da população brasileira torna indispensável a ampliação contínua do cadastro.
“A ampliação do registro de doadores de medula óssea impacta diretamente as chances de cura de crianças com leucemia.”
Além do aspecto clínico, o tema envolve políticas públicas, logística de captação e conscientização social. A informação qualificada é ferramenta essencial para combater mitos e ampliar a adesão à doação voluntária.
O fortalecimento das campanhas educativas e o incentivo ao cadastro de novos doadores representam estratégia concreta de ampliação do acesso ao transplante e melhoria dos desfechos terapêuticos.
Fontes: Instituto Nacional de Câncer (INCA); Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME); Organização Mundial da Saúde (OMS); Estudos recentes sobre transplante de medula óssea em oncologia pediátrica




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