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Saúde mental na infância e adolescência pós-pandemia: desafios que permanecem

  • Foto do escritor: Giselle
    Giselle
  • há 12 minutos
  • 2 min de leitura
Criança observando um espetáculo de cores e luzes vibrantes, com uma expressão de fascínio e admiração. Ambiente criativo e cheio de imaginação.
Cuidar da saúde mental na infância e adolescência é proteger o desenvolvimento e o futuro.

A saúde mental na infância e adolescência pós-pandemia tornou-se um dos grandes desafios da saúde pública nos últimos anos. Embora o período mais crítico da COVID-19 tenha sido superado, os impactos emocionais vivenciados por crianças e adolescentes continuam presentes e exigem atenção permanente.


Pesquisas recentes mostram aumento na prevalência de sintomas de ansiedade, depressão, estresse e alterações do sono entre jovens, quando comparados aos níveis observados antes da pandemia. O fechamento prolongado das escolas, a redução do convívio social e as mudanças bruscas na rotina familiar afetaram diretamente o desenvolvimento emocional desse público.


“Sofrimento emocional persistente não deve ser ignorado nem naturalizado.”

Por que os efeitos ainda persistem?

Mesmo com o retorno às aulas presenciais e às atividades sociais, muitas crianças e adolescentes enfrentam dificuldades para reorganizar suas emoções. A insegurança, o medo do adoecimento, o luto por perdas familiares e a exposição prolongada a situações de estresse contribuíram para quadros emocionais mais duradouros.


Além disso, fatores como desigualdades sociais, dificuldades de acesso a serviços de saúde mental e sobrecarga familiar ampliam o risco de agravamento dos transtornos psicológicos.


Sinais de sofrimento emocional

Pais, responsáveis e educadores devem estar atentos a sinais que indicam a necessidade de avaliação profissional, como:

  • Mudanças persistentes de comportamento

  • Irritabilidade ou apatia excessiva

  • Dificuldade de concentração e aprendizado

  • Queixas físicas recorrentes sem causa aparente

  • Isolamento social e perda de interesse por atividades antes prazerosas


O reconhecimento precoce desses sinais é fundamental para evitar agravamentos e promover intervenções adequadas.


“A saúde mental de crianças e adolescentes exige cuidado contínuo, mesmo após o fim da pandemia.”

A importância do cuidado contínuo

A promoção da saúde mental infantojuvenil envolve ações integradas, como:

  • Fortalecimento do vínculo familiar

  • Ambientes escolares acolhedores

  • Capacitação de profissionais de saúde para identificação precoce

  • Ampliação do acesso a serviços especializados


Investir na saúde mental desde a infância é garantir melhores condições de desenvolvimento, aprendizado e qualidade de vida ao longo de toda a vida adulta.


Fontes: Organização Mundial da Saúde (OMS); Estudos científicos internacionais sobre saúde mental infantojuvenil pós-pandemia; Relatórios globais sobre ansiedade e depressão em crianças e adolescentes


 
 
 

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