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IA na Educação

  • há 9 horas
  • 2 min de leitura

Parte 2: Uso excessivo de inteligência artificial na educação: riscos para o aprendizado infantil e adolescente


Menina estudando com tecnologia de realidade aumentada e inteligência artificial, concentrada em seu trabalho acadêmico ou projeto escolar.
Uso consciente da IA começa na infância.

A crescente presença da inteligência artificial na educação tem transformado a forma como crianças e adolescentes aprendem. Embora ofereça benefícios importantes, o uso excessivo dessas ferramentas levanta preocupações relevantes sobre o desenvolvimento cognitivo e a autonomia intelectual.


A inteligência artificial na educação permite acesso rápido à informação, apoio em tarefas e personalização do aprendizado. No entanto, quando utilizada sem mediação adequada, pode levar à redução do esforço mental necessário para consolidar conhecimentos.


“Quando a tecnologia substitui o processo de pensar, há risco de comprometer o desenvolvimento do raciocínio crítico e da autonomia intelectual.”

Pesquisas recentes apontam que a exposição excessiva a tecnologias digitais pode impactar a atenção, a memória e a capacidade de resolução de problemas. Em fases críticas do desenvolvimento, como a infância e a adolescência, o cérebro ainda está em formação, tornando-se mais vulnerável a padrões de aprendizado passivo.


Outro ponto de atenção é a chamada dependência cognitiva, caracterizada pela dificuldade em realizar tarefas sem o auxílio da tecnologia. Esse cenário pode afetar diretamente o desempenho acadêmico e a construção do conhecimento a longo prazo.


“Educar para o uso consciente da inteligência artificial é tão importante quanto oferecer acesso à tecnologia.”

Diante desse contexto, é fundamental que profissionais de saúde e educação orientem famílias e estudantes sobre o uso equilibrado dessas ferramentas, incentivando:

  • o pensamento crítico

  • a autonomia no aprendizado

  • o uso da tecnologia como suporte, e não substituição


A inteligência artificial na educação deve ser incorporada de forma estratégica, ética e responsável, garantindo que seu uso contribua — e não prejudique — o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes.


Fontes: UNESCO; Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP); American Academy of Pediatrics (AAP); OECD (Organisation for Economic Co-operation and Development)


 
 
 

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