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Vitiligo: informação é proteção, acolhimento é tratamento

  • Foto do escritor: Giselle
    Giselle
  • 26 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura
Vitiligo não se pega, mas o preconceito ainda afeta. Respeito e informação andam juntos.
Vitiligo não se pega, mas o preconceito ainda afeta. Respeito e informação andam juntos.

Vitiligo é uma doença cutânea, ou seja, que afeta a pele. A sua principal característica é a perda da pigmentação da pele, fazendo com que ela fique mais clara em várias regiões do corpo.


É uma doença autoimune, isto é, o paciente produz anticorpos que alteram a capacidade de pigmentação da pele, determinando as manchas brancas.


É importante ressaltar que o vitiligo não é contagioso, portanto não passa de uma pessoa para outra. Essa é uma doença que afeta pessoas com e até mesmo sem predisposição genética.


Impactos emocionais não pioram a doença em pacientes predispostos, mas acabam agindo como gatilhos, como fator agravante.


O vitiligo pode se manifestar de diferentes formas em pessoas distintas. No entanto, os seus principais sintomas são:

  • Perda da coloração da pele, em diferentes intensidades;

  • Pode ocorrer clareamento dos pelos do corpo e cabelos, incluindo cílios e barba;

  • Alteração no tom das mucosas (tecido que reveste áreas como o interior da boca e os genitais);

  • Não apresenta sintomas como coceira ou dor;

  • Pode começar em qualquer idade, inclusive em crianças, podendo excepcionalmente ser congênito.


Cada forma de vitiligo tem sua apresentação na pele de uma forma específica e o dermatologista habilitado deve avaliar caso a caso para tratar cada forma de maneira correta.


O tratamento do vitiligo irá depender do tipo e também na época que o diagnóstico é feito. Quanto mais precoce o tratamento, melhor a capacidade da pele de recuperação das manchas.


Até o momento não há cura e o tratamento é crônico.


Há o tratamento tópico, direcionado para cada fase do vitiligo, além de imunomoduladores tópicos.


Eles incluem medicações locais, medicações orais e fototerapia. E há os medicamentos imunobiológicos, que estão em estudo e são mais específicos. Outras terapias, como laser e cirurgias, raramente são indicadas.


O dermatologista habilitado deve fazer o diagnóstico do tipo de vitiligo para a escolha do tratamento mais adequado, inclusive pesquisar outras doenças autoimunes, como doenças da tireoide.


O Dia Mundial do Vitiligo é celebrado anualmente no dia 25 de junho. E para comemorarmos a criação deste dia, ressaltamos a importância de se proteger do sol com a utilização de protetores solares de alta cobertura, sendo estes obrigatórios, pois são áreas mais predispostas a queimaduras e câncer de pele, além de agravar o vitiligo.


Relatora: Selma Hélène, Presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo


 
 
 

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