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Vacina covid-19: orientações aos médicos


A imunização de médicos acima dos 60 anos contra o SARS-CoV-2, na primeira etapa da campanha de vacinação no Estado de São Paulo, tem dois objetivos fundamentais: cuidar dos profissionais e manter os serviços de saúde e a capacidade de atendimento à população durante a grave pandemia de covid-19. Ciente da importância dessa iniciativa, o Cremesp, além de disponibilizar sua sede central, na cidade de São Paulo, exorta os médicos dessa faixa etária a se vacinarem. Serão administradas – exclusivamente por via intramuscular – uma das duas vacinas, a Sinovac (Butantan) e a Covishield (AstraZeneca/Fiocruz), também conhecida como vacina de Oxford. Assim como toda a população, os médicos vacinados receberão seu comprovante de imunização impresso, que possui mecanismos de segurança antifraude e, no seu verso, um QR Code que o direciona ao aplicativo do poupatempo digital, no qual será possível acessar o respectivo comprovante com certificação digital. Embora vacinados, é extremamente importante que os médicos continuem adotando as medidas de prevenção e controle, como o uso de máscara, o distanciamento social e a frequente higienização das mãos (no trabalho e na vida cotidiana).


Precauções - Como todas as vacinas, diante de doenças agudas febris moderadas ou graves, recomenda-se o adiamento da vacinação até a resolução do quadro, com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença; - Não há evidências, até o momento, de qualquer preocupação de segurança na vacinação de indivíduos com história anterior de infecção ou com anticorpo detectável pelo SARS-Cov-2; - É improvável que a vacinação de indivíduos infectados (em período de incubação) ou assintomáticos tenha um efeito prejudicial sobre a doença. Entretanto, recomenda-se o adiamento da vacinação nas pessoas com quadro sugestivo de infecção em atividade para se evitar confusão com outros diagnósticos diferenciais. Como a piora clínica pode ocorrer até duas semanas após a infecção, idealmente a vacinação deve ser adiada até a recuperação clínica total e, pelo menos, quatro semanas após o início dos sintomas ou quatro semanas a partir da primeira amostra de PCR positivo em pessoas assintomáticas; - Pacientes que fazem uso de imunoglobulina humana devem ser vacinados com pelo menos um mês de intervalo entre a administração da imunoglobulina e a vacina, de forma a não interferir na resposta imunológica; - A inaptidão temporária à doação de sangue e componentes associados ao uso de vacinas são: Sinovac/Butantan - 48 horas após cada dose; AstraZeneca/Fiocruz - 7 dias após cada dose.


Pacientes oncológicos, transplantados e demais pacientes imunossuprimidos: - A eficácia e segurança das vacinas Covid-19 não foram avaliadas nessa população. Entretanto, considerando a plataforma em questão (vírus inativado) é improvável que exista risco aumentado de eventos adversos. A avaliação de risco/benefício e a decisão referente à vacinação deverá ser realizada pelo paciente em conjunto com o médico assistente, sendo que a vacinação somente deverá ser realizada com prescrição médica. - Dados recentes de estudos realizados em vários países têm demonstrado piores desfechos entre as pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA) com doença causada pelo SARS-CoV-2, quando comparadas à população não infectada pelo HIV.


Uso de antiagregantes plaquetários e anticoagulantes orais e vacinação - Os antigregantes plaquetários devem ser mantidos e não implicam em impedimento à vacinação; - Não há relatos de interação entre os anticoagulantes em uso no Brasil – varfarina, apixabana, dabigatrana, edoxabana e rivaroxabana – com vacinas. Portanto, deve ser mantida, conforme a prescrição do médico assistente.


Contraindicações - Hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer dos excipientes da vacina; - Para aquelas pessoas que já apresentaram reação anafilática confirmada a uma dose anterior de vacina Covid-19.


Fontes: Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e Coordenadoria de Controle de Doenças )CCD) do Governo do Estado de São Paulo


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