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Transtornos alimentares em adolescentes: sinais precoces, riscos e estratégias de prevenção

  • Foto do escritor: Giselle
    Giselle
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Mulher com expressão pensativa sentado à mesa, segurando um garfo com um pedaço de tomate cereja, com uma porção de alface no prato e um copo de água ao lado, em um ambiente de cozinha moderna.
Identificar sinais precoces de transtornos alimentares pode salvar vidas na adolescência.

Os transtornos alimentares em adolescentes representam um grave problema de saúde pública, com impacto direto no crescimento, no desenvolvimento físico e na saúde mental. Anorexia nervosa, bulimia nervosa e transtorno da compulsão alimentar costumam surgir na adolescência e podem evoluir de forma silenciosa, dificultando o diagnóstico precoce.


Dados recentes mostram aumento da prevalência desses transtornos em jovens, especialmente em contextos marcados por pressão estética, exposição intensa às redes sociais e dificuldades emocionais. A adolescência é um período de construção da identidade, tornando o jovem mais vulnerável a comparações corporais, críticas e padrões irreais de beleza.


Principais transtornos alimentares

  • Anorexia nervosa: caracterizada por restrição alimentar intensa, medo extremo de ganhar peso e distorção da imagem corporal.

  • Bulimia nervosa: episódios de compulsão alimentar seguidos de comportamentos compensatórios, como vômitos ou uso de laxantes.

  • Transtorno da compulsão alimentar: ingestão de grandes quantidades de alimento sem comportamentos compensatórios, acompanhada de culpa e sofrimento emocional.


Esses transtornos podem levar a complicações como desnutrição, alterações hormonais, problemas cardiovasculares, prejuízos cognitivos e aumento do risco de depressão e ansiedade.


O papel das redes sociais

O uso intenso de redes sociais tem sido associado ao aumento da insatisfação corporal entre adolescentes. A exposição constante a imagens idealizadas e filtros digitais contribui para a comparação excessiva e para a percepção distorcida do próprio corpo, aumentando o risco de comportamentos alimentares inadequados.


Importância da identificação precoce

O reconhecimento dos sinais iniciais é essencial para evitar a progressão do quadro. Mudanças persistentes nos hábitos alimentares, preocupação excessiva com o corpo, isolamento social e alterações de humor devem ser investigadas.


Prevenção e cuidado

A prevenção dos transtornos alimentares envolve ações integradas:

  • Educação alimentar sem foco em padrões estéticos

  • Promoção de uma relação saudável com o corpo e a comida

  • Acompanhamento familiar atento e acolhedor

  • Intervenção precoce por equipes multiprofissionais


O tratamento adequado e iniciado precocemente melhora significativamente o prognóstico e reduz riscos a longo prazo.


Fontes: Organização Mundial da Saúde (OMS); Sociedade Brasileira de Pediatria; Ministério da Saúde; Estudos científicos sobre transtornos alimentares na adolescência


 
 
 

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