IA na infância e adolescência: responsabilidade na publicidade
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Episódio 7: Publicidade infantil e inteligência artificial: riscos e responsabilidade no ambiente digital

A crescente presença da inteligência artificial nas plataformas digitais está transformando profundamente o ecossistema de produção e distribuição de conteúdo online. Ferramentas capazes de gerar textos, imagens, vídeos e personagens virtuais passaram a ser utilizadas também em estratégias de publicidade digital.
Nesse cenário, crianças e adolescentes podem se tornar um público particularmente vulnerável.
“A publicidade digital mediada por inteligência artificial pode ampliar o alcance de mensagens comerciais direcionadas ao público infantil.”
Algoritmos de recomendação e sistemas de personalização de conteúdo permitem que anúncios e mensagens publicitárias sejam entregues de forma cada vez mais direcionada aos interesses e comportamentos dos usuários.
Quando esse público é composto por crianças, surgem importantes preocupações éticas e jurídicas relacionadas à proteção do consumidor infantil.
Influenciadores digitais e conteúdos gerados por IA
O crescimento do marketing de influência nas redes sociais também trouxe novos desafios regulatórios. Crianças frequentemente consomem conteúdos produzidos por influenciadores que apresentam produtos, serviços ou estilos de vida de forma integrada ao entretenimento.
Com a incorporação de ferramentas de inteligência artificial, tornou-se possível criar personagens virtuais, avatares digitais e conteúdos automatizados, ampliando ainda mais o alcance dessas estratégias.
“A transparência sobre conteúdos patrocinados é essencial para garantir a proteção do público infantil.”
Proteção jurídica do consumidor infantil
No Brasil, a legislação estabelece mecanismos de proteção específicos para evitar práticas publicitárias abusivas direcionadas a crianças. O princípio da proteção integral reconhece que o público infantil possui menor capacidade de compreender estratégias comerciais complexas.
Por essa razão, a regulação busca limitar práticas que possam explorar a vulnerabilidade desse público.
Diante do avanço das tecnologias digitais e da inteligência artificial, o desafio regulatório passa a ser garantir que a inovação tecnológica ocorra sem comprometer os direitos e a proteção das crianças no ambiente digital.
Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP); Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA); Organização Mundial da Saúde (OMS); Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF)




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