Automedicação na infância: riscos e consequências graves
- Giselle
- há 14 minutos
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A automedicação na infância é um problema frequente no Brasil e representa um risco relevante à saúde de crianças e adolescentes. A prática inclui o uso de medicamentos sem prescrição médica, a reutilização de receitas antigas ou a administração de fármacos indicados por pessoas não habilitadas.
Entre os medicamentos mais utilizados de forma inadequada estão os antitérmicos, antibióticos e xaropes para tosse e resfriado.
Antitérmicos como paracetamol e dipirona, quando administrados em doses acima do recomendado, podem causar intoxicações graves, especialmente hepáticas e renais. Crianças pequenas são particularmente vulneráveis a erros de dosagem, muitas vezes relacionados ao uso incorreto de seringas e copos dosadores.
“A automedicação na infância pode transformar um cuidado simples em um risco grave à saúde.”
O uso indevido de antibióticos é um dos principais fatores associados ao aumento da resistência bacteriana. Além de não serem eficazes contra infecções virais, esses medicamentos podem provocar reações alérgicas, alterações gastrointestinais e impactos negativos na microbiota intestinal, além de dificultar o tratamento de infecções futuras.
Xaropes para tosse e resfriado, frequentemente utilizados sem orientação, podem conter substâncias com efeitos sedativos ou estimulantes. Em crianças, esses medicamentos podem causar sonolência excessiva, agitação, taquicardia, confusão mental e, em casos mais graves, depressão respiratória.
Outro aspecto preocupante é que a automedicação pode mascarar sintomas importantes, retardando o diagnóstico de doenças potencialmente graves e atrasando o início do tratamento adequado.
A prevenção da automedicação na infância envolve educação em saúde, orientação contínua às famílias e acesso à informação de qualidade. Medicamentos só devem ser utilizados com prescrição médica, respeitando dose, intervalo e duração do tratamento.
Proteger a saúde da criança é também garantir o uso seguro e racional de medicamentos.
Fontes: Ministério da Saúde; Anvisa; Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)




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