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Cremesp debate prevenção e combate à violência contra crianças e adolescentes em fórum da SPSP

Refletir sobre as estratégias para identificar, encaminhar e prevenir situações de risco foi o objetivo do13º Fórum Paulista de Prevenção de Acidentes e Combate à Violência contra Crianças e Adolescentes, que contou com a participação dos conselheiros do Cremesp, Paulo Falanghe e Paula Yoshimura Coelho.


Durante o evento – realizado pela Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), no dia 9 de novembro, na Câmara Municipal de São Paulo –, especialistas abordaram temas ligados ao papel da escola e da Saúde na identificação e prevenção de maus tratos; à violência contra crianças com deficiências; ao risco de suicídio dos que sofrem abusos, entre outros.


“Essa é uma pauta importante para o Conselho, que precisa do posicionamento da sociedade em relação aos temas aqui tratados, para nortear suas ações judicantes em benefício do atendimento à saúde da população”, ressaltou o conselheiro do Cremesp, Paulo Falanghe, que participou da mesa de abertura, ao lado do médico e vereador, Gilberto Natalini, do presidente  Sulim Abramovici e de membros da SPSP.


Rede de Proteção “As principais frentes de atuação na formação da rede de proteção são a sociedade, a comunidade e a família”, disse o pediatra Mário Roberto Hirschheimer, durante o painel Rede de Proteção, coordenado pela conselheira Paula Yoshimura. Segundo ele, o desafio é integrar os conhecimentos médico-científicos, psicopedagógicos, jurídicos, sociológicos e de gestão à sensibilidade ética e humanitária numa única abordagem. 


“O setor de Saúde tem contribuído com propostas para prevenir a violência. Um exemplo é a lei criada para evitar os distúrbios fetais relacionados ao álcool, como a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), decorrente de uma campanha pública que partiu da Sociedade de Pediatria”, destacou. Essa iniciativa também conta com o apoio do Cremesp, que publicou uma resolução tornando obrigatório alerta em clínicas e hospitais sobre o risco de consumir álcool na gravidez.


Hirschheimer também falou sobre os níveis de prevenção da violência, destacando a necessidade de observação da legislação, da identificação precoce da população de risco e da criação de programas de treinamento dos agentes da saúde, educação, justiça e segurança. “É preciso ser intolerante com a violência, em qualquer de suas manifestações, inclusive a “pedagógica”, orientou. “E cabe ao médico a cessação imediata do agravo, contando com o apoio de um atendimento multiprofissional integrado e necessidade de notificação, mesmo em caso de serem apenas suspeitas”.

Notificação O pediatra alertou também para os principais indicadores de risco no atendimento pré-natal, entre eles, a gravidez indesejada, a tentativa de aborto, o desejo de dar o filho ou à falta de suporte emocional e financeiro mínimos. Já no atendimento perinatal e puerperal, destacam-se sinais de depressão, raiva e apatia, comentários depreciativos sobre o bebê e recusa em amamentar, entre outros.


Em casos de violência, deve-se sempre emitir relatório médico, e/ou social ou psicológico e notificar o Conselho Titular da região de moradia da criança e a Delegacia de Polícia ou da Mulher. “É um dever legal, mesmo que seja apenas suspeita, porque a intenção não é a denúncia, mas o benefício e a segurança do paciente; e essa decisão deve ser criteriosamente julgada pela equipe multiprofissional e encaminhada pelos responsáveis legais da instituição”, finalizou.


Foto: Oficina de Photos


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