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Webinar de Humanidades Médicas debate a alteridade na relação médico-paciente


“Temos de formar médicos que atendam o paciente biográfico, com suas dores e histórias, e não vejam apenas a doença”, este foi um dos conselhos dados pelo palestrante do III Webinar de Humanidades Médicas do CFM, José Eduardo de Siqueira, que discorreu sobre o tema “Nenhum homem é uma ilha – alteridade na relação médico paciente”. O evento foi realizado dia 04/05/2022, e já está disponível no canal do CFM no youtube, acesse aqui.


No início do webinar, o presidente do CFM, José Hiran Gallo, elogiou a realização dos webinares promovidos pela Comissão de Humanidades Médicas da autarquia. “Aulas como essas do professor Siqueira mostram o quanto nossa instituição está atenta aos grandes debates que ocorrem no exterior e reforçam importantes reflexões sobre o assunto no Brasil”, afirmou.


Alteridade – Na palestra, Eduardo Siqueira ressaltou a necessidade de o médico procurar entender a dor do seu paciente. “Falam em desumanização da medicina. Mas nós, médicos, realizamos um ato essencialmente humano, que é ouvir o outro, buscar entender suas dores. Nós temos um privilégio de atender outros seres humanos. Devemos exercê-lo com amor e humanidade”, defendeu.


Siqueira reconheceu que, no entanto, muitas vezes a medicina é praticada de forma apressada e técnica. “E a nossa missão, na Comissão de Humanidades Médicas, é sensibilizar os gestores de que precisamos formar profissionais que sejam capazes de ouvir. Caso contrário, estaremos formando especialistas em doenças”, argumentou.


Filmes – Ao final da apresentação de Siqueira, foi apresentado o vídeo indiano “For You”, em que uma portadora de necessidades especiais é a única pessoa dentro de um elevador lotado a sair do recinto para que ele possa se movimentar, e cenas do filme “Um golpe do destino”, em que uma médica não tem empatia para informar que um paciente provavelmente está com câncer.


No momento da arte, apresentado pelo cardiologista sergipano Lúcio Antonio Prado, ele falou sobre o filme “O resgate do soldado Ryan”, em que o capitão John Miller (Tom Hanks) diz para James Ryan (Matt Damon) para ele ter um propósito na vida, o que levou Ryan, durante toda a vida, buscar ser um homem bom. “E qual é o nosso propósito de vida como médicos?” questionou Lúcio Prado.


Ao final do webinar, a coordenadora da Comissão de Humanidades Médicas, Helena Carneiro Leão, elogiou a qualidade do debate “que nos levou a fazer reflexões profundas sobre entender a dor do outro” e apresentou o blog www.humanos.cfm.org.br, no qual são publicados artigos sobre a prática de uma medicina mais voltada para o paciente.


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