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Ensino reforça problema


Além de mapear a distribuição dos médicos recém-formados nos últimos três anos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) também buscou identificar o percurso dos médicos formados nas chamadas novas escolas, isto é, aquelas abertas a partir de 2010. Nos últimos três anos, 12.947 médicos se formaram nas 103 escolas neste perfil. Dentre eles, 2.491 (19%) buscaram o primeiro registro em UF diferente da escola de formação.


“Uma década se passou e o pretexto político para a abertura de novas escolas continua o mesmo: o de que ela fixará os profissionais nos rincões do País. Alertamos para essa infundada argumentação naquela época e insistimos: para atrair médicos às regiões mais afastadas e, principalmente, para fixá-los nessas regiões é preciso oferecer locais com boa estrutura tanto para a formação quanto para a atuação do profissional, criticou o presidente do CFM, Mauro Ribeiro.


Segundo ele, a principal motivação para os médicos se fixarem em determinado lugar são as condições de trabalho. Em seguida, pondera, vêm a inserção social do profissional no local e o salário. “Isso significa que, se não houver investimento para melhorar a infraestrutura dos locais e das condições de atendimento aos pacientes nestas regiões, os futuros médicos não irão se fixar ali”.


Os estados do Pará e Paraíba contam com as maiores proporções de “fuga” dos jovens egressos. Mais de 73% dos recém-formados nas escolas médicas do Pará, por exemplo, adquiriram seu primeiro registro em outro estado. Da mesma forma, pouco mais da metade (53,3%) dos médicos formados nas novas escolas da Paraíba não se fixaram naquele estado.


Entre os estados com o menor índice de “fuga” está o Paraná, com 9% dos novos egressos registrados em outra localidade. Na Bahia, a proporção também foi pequena (9,5%), assim como no Rio Grande do Norte (9,7%).


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